terça-feira, 9 de abril de 2013

Eu e as Ciências Humanas

Alguns se perguntam:

Por que você gosta e consegue aprender Ciências Humanas, apesar de ser da área de Exatas?

Pois bem, vou contar-lhes como me identifiquei com isso.

Como já contei por aqui, durante a minha adolescência passei por diversos traumas e dificuldades de relacionamento interpessoais.

Minhas maiores perguntas eram:

- Por que será que a sociedade me trata desse jeito?
- Por que não me aceitam como uma pessoa normal?

Era uma obsessão saber o porquê de tudo isso. Eu passava momentos fechado e sozinho pensando e questionando. Conforme eu presta atenção nos conceitos eu ia aprendendo.

Claro que só fui ter a resposta definitiva para isso no final de 2011, depois de ter descoberto uma possibilidade de estar no espectro autista, mais precisamente na Síndrome de Asperger. A partir daí tive a resposta definitiva para tudo o que busquei desde o fim da minha infância e durante toda a adolescência.

Com isso, aí está o objetivo. Compreender a nossa sociedade é um grande desafio, eu sofri para tentar entender. Consegui? Em partes. Sempre há mistérios a serem desvendados, culturas diferentes, dentre outros.

5 comentários:

Wesleyrcavalheiro disse...

Talvez o principal ponto que você deve buscar para si mesmo seja a segurança! Confiar em você mesmo, confiar na sua capacidade, e no que você pode fazer para melhorar o mundo. Ajudar pessoas que sabe? pessoas que estejam de certa forma sem contato com a sociedade.
Ser diferente não é sinônimo de ser ruim, afinal os maiores homens da sociedade foram dados como diferentes de várias ordens, e hoje em dia muitos deles são idolatrados por nós.
Ser diferente é algo que é muito difícil afirmar, pois como vemos na fisíca "tudo depende do referencial". E como o ditado já diz "em terra de cego quem enxerga que é o diferente" ;)
Por isso, não se deve pensar na maneira com que a sociedade trata você ou deixa de tratar, deve-se pensar o que posso fazer para ajudar o mundo? Mas é claro, se revoltando não é o caminho.
De filósofos o mundo está cheio, o que o mundo precisa é de pessoas que ajudem pessoas!

Gustavo disse...

Sim.
Passei por diversas transformações nos últimos anos e percebi tudo o que você comentou aí.

Claro não sou mais revoltado, para mim atualmente a única coisa que importa mesmo é contribuir com as pessoas com o meu trabalho ou ajudando, Fui ralando, sofrendo e aprendendo. Isso que postei foi mais uma reflexão e uma história do que passei para superar isso.

Ajudar as pessoas sempre foi um lema meu.
Já teve casos em que deixei de pensar em mim mesmo para pensar nas pessoas, creio que eu tenha deixado isso bem ilustrado aí.

Enfim, é isso.

Unknown disse...

Olá amigo Gustavo, o que realmente importa em nossas vidas (pelo menos pra mim) é sermos felizes, mesmo que sejamos diferentes de outras pessoas, mesmo que não gostamos dos modismos de que todos gostam, cada pessoa vê o mundo de uma forma particular. Não se preocupe com o que os outros pensam de você, só exija respeito. E sempre seja você mesmo. Você é uma boa pessoa e muito esforçada. Grande abraço.

Anônimo disse...

Olá! Que prazer ler seu blog mocinho é um exemplo de superação e admiração também, procurando e buscando os seus ideais. Parabéns um grande beijo! Andréa.

Gustavo disse...

Obrigado a todos pelos comentários.
Wesley, Fabiano e Andrea.